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POVO FELIZ, ATÉ QUANDO?




Todas as manhãs o cidadão que tem sua imagem vendida como o mais feliz do Brasil e também associada à situações de preguiças, enfrenta verdadeiras provas de paciência e resistência sem se preocupar em desfazer os mitos espalhados pelo país. Enfrentam o caos da falta de veículos coletivos para transportá-lo aos diversos e longíquos postos de trabalho, as intempéries (sol escaldante à chuvas tempestuosas) que o clima trouxer e ainda enfrentam o mau humor e descasos dos motoristas desses coletivos.




Isto sem falar nos pedestres que, quase não dispôem mais de calçadas para se locomover ou simplesmente para um passeio matinal. É o caso dessa senhora do vídeo acima que quase não conseguiu sair do lugar por ter passado com o carrinho de bebê em um buraco em plena calçada localizada na Baixa dos Sapateiros. Aliás, cantada pelo saudoso Dorival Caimmy. Às vezes o cidadão tem a nítida ideia de que as calçadas são mais perigosas que dividir as pistas com os veículos.

Talvez esse seja um povo feliz, mas não porque tenha recebido ou receba alguma graça dos mesmos governantes que exploram seu temperamento dócil e resignado nas campanhas. Povo feliz porque parece ter recebido o dom da tolerância de alguma entidade divina, o que não é de se estranhar, visto que moram na Baía de todos os santos. Povo feliz porque ainda não se deu conta de que o único caminho que lhe resta para melhorar sua situação é a intolerância e indignação. Reações muito contrárias a um povo que aguarda o carnaval para começar o ano.

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