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Câmara poderá criar CPI para investigar causas do alcoolismo entre brasileiros

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Como se pode ouvir no áudio da Rádio Câmara, disponibilizado no último dia 10, os novos representantes do povo já iniciaram seus trabalhos e pretendem descobrir os motivos que levam o brasileiro, cada vez mais jovem, ao consumo de bebidas alcoolicas. Eles têm como ponto de partida a pesquisa mais recente  sobre o consumo da droga no Brasil que foi realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas e teve como universo 37 escolas particulares da cidade de São Paulo.
A pesquisa indica que 9 entre 10 pesquisados tiveram contato com uma substância psicotrópica na vida, sendo que em 86% dos casos, essa droga foi o álcool.
O que se pode comemorar nessa iniciativa é que eles estão preocupados com uma questão séria e indubitavelmente degenerativa não só da saúde, mas também do caráter pessoal e do desempenho escolar, o que influenciarão mediatamente na qualidade dos profissionais de amanhã.
Entretanto há que se perguntar se uma pesquisa tendo como universo uma amostra tão ínfima (Apenas uma cidade, por maior que seja, de apenas um segmento social ) pode trazer para o debate informações sólidas para que daí, os profissionais já convidados, tenham elementos que subsidiem suas opiniões.
A sociedade deve recear que daí surjam  projetos  de leis ou leis que além de inócuas (vejam a lei seca),  só sirva para justificar os altos subsídios dos membros do parlamento. 
Torçam para que esse novo  congresso obtenha sucesso onde vários outros não lograram. Esperem que entre suas estratégias de trabalho, esteja a mobilização da sociedade e não apenas meras campanhas de outdoor que incluem no custeio do congresso também os gastos com propagandas ineficientes e ineficazes.
Se dessa pesquisa  e subsequentes debates surgir mais um tipo penal, decerto que será mais um flanco vulnerável do Estado. Mais uma lei que além de não se fazer cumprir, servirá de pedra molar para o escárnio do Poder, cada vez menos poderoso. Que se  tome por exemplo  mesmo diante de toda ofensiva que o ESTADO perpetrou para eliminar o problema, hoje a volta gradativa do tráfico de entorpecentes ao complexo do alemão.

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