A décima primeira versão da mais nova antiga mania dos telespectadores, por que não dizer o mais novo vício dos sonhadores brasileiros iniciou-se no dia 11 desse mês e, hoje, sete dias depois, seu primeiro ciclo foi fechado com a expulsão de sua mais emblemática figura, em um “paredão” que, se não deixou claro na sua formação as predileções dos moradores da casa, não deixa dúvidas quanto às rejeições do público.
Não foi surpresa que o primeiro paredão fosse formado por três dos quatro negros, sendo esse trio formado por uma mulher, um homossexual e um transsexual. Não foi surpresa a larga margem de rejeição demonstrada pelo público ao último deles.
O público brasileiro, em especial os que assistem televisão, continua lucidamente mostrando a essência do pensamento médio do país, apesar dos discursos politicamente corretos e todo esforço para manter aparências para não ser punido pela legislação. Fato é que na primeira oportunidade, não se hesita em exalar sua opinião nas escolhas.
Entre os participantes a estratégia dominante para se garantir no jogo tem sido a “pegação”. Se a regra das preferências sexuais nessa "pegação" tem sido os “homo”, os “bi” e até os “tri”, o “hetero” é a exceção. Aliás, o único participante que se declarou “hetero” foi o “trans” que afirma categoricamente ser uma mulher. Alguns dizem que esse foi o erro que lhe valeu a expulsão tão cedo do jogo: Não revelar sua intimidade em um jogo que tem como principal atrativo a mistura de aparência e essência oferecida como excremento.
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